Um cérebro estilizado com conexões neurais brilhantes, representando a complexidade do exame neurológico.
Um cérebro estilizado com conexões neurais brilhantes, representando a complexidade do exame neurológico.

AVALIAÇÃO DA FUNÇÃO CORTICAL SUPERIOR FUNÇÃO COGNITIVA

 

  • Nível de consciência: Alerta # Sonolento # Obnubilado # Torporoso # Coma
  • Orientação # Tempo # Espaço
  • Atenção e concentração
  • Estado de espírito e afeto
  • Memória: recente # tardia

LINGUAGEM

  • Afasia – pode envolver deficiência na compreensão ou expressão de palavras, ou equivalentes não verbais de palavras.
  • Disartria – distúrbio da articulação da fala (dificuldade na produção de fonemas).
  • Dislalia – distúrbio de articulação que consiste na dificuldade de pronunciar determinados sons, podendo interferir também no aprendizado da escrita.
  • Disfemia – dificuldade em manter a fluência da expressão verbal, levando a interrupção brusca da expressão do pensamento (gagueira, tartamudez).

MARCHA

  • Observar a marcha do paciente desde o momento em que ele entra no consultório.
  • Posteriormente observar a marcha com mais detalhes com o paciente descalço e semidespido.
  • Solicitar que o paciente deambule com olhos fechados

 

EQUILÍBRIO

  • Teste de Romberg: paciente em posição ereta, com os pés juntos ponta dos pés separadas 30° .
  • Teste de Romberg-Barre: colocar os pés um adiante do outro diminuindo a base de sustentação.
  • Marcha de Fukuda: fazer o paciente marchar sem sair do lugar.

COORDENAÇÃO MOTORA

  • Manobra calcanhar-joelho: Decúbito dorsal, paciente encosta o calcanhar direito sobre o joelho esquerdo e, em sequência, desliza o calcanhar sobre a crista da tíbia. Realizar com olhos abertos e sem controle visual. Alteração cerebelar ocorre com olhos abertos, alteração sensitiva só ocorrerá com os olhos fechados. Pode ser uni ou bilateral simétrica ou assimétrica.
  • Manobra índex-naso MMSS: MS em total abdução, e c/ indicador em extensão, tocar a ponta do indicador na ponta do próprio nariz com e sem controle visual. Testar ambos MMSS separadamente.
  • Manobra índex-naso-index: Mais sensível, essa manobra identifica alterações mais discretas Paciente toca a ponta do seu indicador na ponta do seu nariz e depois a ponta do indicador do examinador e novamente a ponta de seu nariz sucessivamente, sendo que o examinador moverá o seu indicador para diferentes posições ao longo do teste

TÔNUS MUSCULAR

Movimentação passiva realizada ao nível das articulações dos MMII e MMSS.

  • Normal
  • Hipotonia
  • Espasticidade em “canivete”
  • Rigidez com ou sem roda denteada

• Paratonia

SENSIBILIDADE EXTEROCEPTIVA

  • Sensibilidade dolorosa: pesquisa-se com paciente em decúbito dorsal, semidespido, pressionando objeto de ponta romba sobre sua pele.
  • A sensibilidade térmica: utiliza-se dois recipientes com água gelada e quente.
  • Sensibilidade táctil: examina-se com chumaço de algodão passado suavemente sobre a pele.

SENSIBILIDADE PROPRIOCEPTIVA CONSCIENTE CINESTESIAS

  • Cinestesia: percepção do movimento Paciente em dec. dorsal e olhos fechados, executamos mvtos. passivos e sucessivos de flexão ventral e dorsal do hálux e pedir p/ pcte. identificar os mvtos. imprimidos.
  • Artrestesia: percepção postural Paciente em decúbito dorsal, olhos fechados, segurar hálux pelas faces laterais, e o colocamos lentamente p/ cima ou p/ baixo e o paciente deverá assinalar qual a posição imposta pelo examinador.
  • Palestesia: percepção da sensibilidade vibratória Às vezes é a única forma de sensibilidade proprioceptiva consciente a ser comprometida. Pesquisa-se através de um diapasão, de 128 vibrações, colocando sobre saliências ósseas; o paciente deve acusar a sensação percebida.

PARES CRANIANOS

I – OLFATÓRIO: Responsável pela sensação olfato

  • Nervo sensitivo
  • Hiposmia – redução do olfato
  • Anosmia – ausência do olfato
  • Cacosmia – sensação olfativa desagradável na ausência de qualquer substância que possa originar odor.

II NERVO ÓPTICO:

  • Nervo Sensitivo
  • Acuidade visual
  • Campo Visual
  • Reflexos Pupilares
  • Grosseiramente, solicitar ao paciente que identifique quantos dedos estamos mostrando, em várias distâncias; pesquisamos 1 olho e depois o outro.

III OCULOMOTOR

  • Responsável por elevar pálpebra
  • Responsável por fechar a pupila

IV TROCLEAR

  • Trata-se de um nervo motor
  • Responsável pela inervação do obliquo superior: faz adução, abaixa e gira medialmente o bulbo do globo ocular

VI ABDUCENTE

  • Faz o movimento de abdução do olho

V TRIGEMEO

  • Trata-se de um nervo motor e sensitivo
  • Responsavel pelo reflexo corneano (córneo-palpebral)
  • Mastigação

VII FACIAL

  • Sensitivo e Motor
  • Paladar nos dois terços anterior da língua
  • Solicitar ao paciente que enrugue a testa (músculos frontais), que feche os olhos c/ energia e o examinador tenta abri-los (orbicular da pálpebra) e que mostre os dentes s/ abrir a boca (masseter e porção anterior do temporal)

VIII VESTIBULOCLOCLER

  • Trata-se Nervo Sensitivo
  • Responsável pela audição
  • Responsável pelo equilíbrio
  • Podemos pesquisar, grosseiramente, através do tique-taque de um relógio ou fricção do cabelo do paciente próximo ao conduto auditivo.
  • Prova de Rinne = coloque um diapasão vibrando em frente ao meato auditivo externo e pergunte se o paciente pode escutá-lo. Coloque-o a seguir sobre a mastóide e peça que diga quando o som cessar. Quando isto acontecer, coloque o diapasão novamente em frente ao meato. Normalmente o som ainda será audível. Na surdez de condução, isto não ocorre. Na surdez neuro-sensorial, tanto a condução óssea quanto a aérea estão reduzidas.
  • Prova de Weber = o diapasão é colocado no centro da testa ou na região central da cabeça e pergunta-se ao paciente se ele escuta o som por toda a cabeça, em ambos os ouvidos ou se predominantemente de um lado. Na surdez neuro-sensorial, o som será ouvido pelo lado normal, mas na surdez de condução, ele será conduzido também para o ouvido afetado.

IX, X, XI, XII PARES

  • Compreendem os nervos cranianos bulbares.
  • A pesquisa é feita em conjunto, examinando-se a cavidade oral, c/ lanterna e solicitamos ao paciente que fale “ah” e inspecionamos a elevação do véu palatino (IX e X pares).
  • Em seguida, examinamos a língua: motricidade, atrofia, fasciculações (XII par)
  • Disfagia, disfonia e disartria ocorrem em lesões dos núcleos ambíguo e do hipoglosso (IX, X e XII)
  • A pesquisa da raiz espinhal do XI par é feita através do exame dos músculos esternocleidomastóideo e trapézio. Pedir para o paciente lateralizar a cabeça e elevar os ombros comparando ambos os lados.

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